Terça-feira, 30 de Junho de 2009

A invenção do jazz

(in DNmais, antigo suplemento do Diário de Notícias, 14.10.2000)

 

O facto de as comemorações do nascimento de Armstrong estarem a ser porventura menos mediáticas ou menos sistematicamente preenchidas do que aquelas que, no ano passado [1999], trouxeram a um merecido primeiro plano idêntica efeméride relacionada com Ellington, está longe de significar que Satchmo tenha, para o jazz, menor significado do que o Duke.

 

É provável que a circunstância de este último ter surgido no percurso formativo da identidade da grande música afro-americana como um compositor notável entre os demais  – e de a excepcionalidade e importância da sua orquestra se ter afirmado, afinal, como o inesgotável instrumento colectivo  (bem mais imponente do que o singular piano)  através do qual Ellington deu passos gigantescos na configuração decisiva do jazz como um dos mais importantes domínios da arte musical –  tenha contribuído para a especial distinção que lhe foi atribuída em 1999.

 

Mas a recente publicação [2000], pela Columbia-Legacy, das Gravações Completas dos Hot Five e dos Hot Seven constituindo-se, sem margem para dúvidas, como um dos primeiros e mais significativos acontecimentos das comemorações do centenário do nascimento de Louis Armstrong no que à edição discográfica diz respeito –  não deixa de representar, simultaneamente, uma definitiva chamada de atenção para aquele que se perfilou como o primeiro vulto genial desta música.

 

Porquê?  Entre outros atributos relevantes, porque, no plano da expressão artística individual, ele se destacou dos seus mais notórios contemporâneos como um instrumentista virtuoso e improvisador sem par;  e porque, numa época em que o jazz era ainda, objectivamente, uma forma da música popular, de fortíssimo apelo à dança e ao entretenimento, o exuberante Pops, sem jamais deixar de ser um entertainer único, soube assumir-se ao mesmo tempo (e quase sem disso haver no seu tempo clara consciência) um criador superlativo.

O CONTEÚDO...

Abordando, em primeiro lugar, o cardápio de verdadeiras preciosidades que esta luxuosa reedição encerra nos seus quatro generosos CDs  – e sem ignorar a excelência da documentação iconográfica ou o prodigioso trabalho de reconstituição e «limpeza» sonora, impensável sem a adopção dos actuais processos tecnológicos –,  diga-se, antes de mais, que o rigor musicológico do trabalho de edição da responsabilidade de Phil Schaap é verdadeiramente transcendente.

 

Em primeiro lugar, porque, sem deixar de manifestar e concretizar cuidados de ordem cronológica, próprios afinal de uma colectânea com estas características, lhes acrescenta suplementares preocupações de alinhamento e subdivisão temática  –  o que permite que jamais haja confusões no ouvinte entre as gravações do quinteto ou do septeto dirigidos por Armstrong.

 

Em segundo lugar, porque, não deixando de lado todas as gravações remanescentes  (cerca de 30 faixas)  realizadas com line-up diferentes ou com formações instrumentais da responsabilidade de outros e à época falsamente atribuídas por motivos de marketing aos Hot Five (na foto) ou aos Hot Seven –, nos permite a fruição de espécimes musicais que, em nome de outro tipo de rigor, seria imperdoável sonegar quer àqueles que já os conheciam enquanto tal quer àqueles que agora os descobrem nos seus primeiros passos no jazz.

 

Assim e em resumo, culminando uma inesgotável sucessão de outras reedições e colectâneas publicadas nos mais diversos formatos, suportes e compilações ao longo dos últimos 75 anos, reúne-se aqui pela primeira vez, num total de 89 faixas, todo o material gravado entre 1925 e 1929 para a editora OKeh (e, em alguns casos, para a Vocalion),  sob a responsabilidade e liderança expressa de Louis Armstrong ou, nas ocorrências de mudança conjuntural de editora, atribuída  (por motivos contratuais)  a terceiros designadamente à sua mulher, a pianista Lil Hardin –  e, no caso de um septeto  (Black Bottom Stompers)  dirigido pelo clarinetista Johnny Dodds, constituindo como que uma antecipação dos Hot Seven nascidos poucas semanas mais tarde.

...E A FORMA

É de toda a justiça dizer-se, entretanto, que, para além do inexcedível trabalho de produção dirigido por Phil Shaap, a inclusão nesta reedição de um longo ensaio devido à pena de Robert G. O’Meally contribui para lhe acrescentar decisiva qualidade musicológica e de investigação histórica.

 

Brilhante, como é, e intimidatório  (face a este pobre escriba)  de quaisquer veleidades de desenvolvimentos analíticos quanto às características fundamentais da arte de Armstrong, o ensaio de O’Meally sublinha, por outro lado, uma questão muitas vezes subestimada:  a de que, para além do estatuto de entertainer que o grande trompetista fazia gala em exteriorizar à superfície, também as preocupações de carácter cívico e relativas às condições de segregação sofridas pelo seu povo não deixaram de ser por ele manifestadas, quando tal se impunha.

 

Em termos musicais, sem descobrir ou revelar nada de particularmente novo, não deixa de ser extremamente clara e bem sistematizada a forma como o autor sublinha os traços mais decisivos do génio de Louis Armstrong no seu tempo.

 

De facto, os mais distraídos são chamados a reconhecer, ao ouvir de novo estas gravações, que se deve a Armstrong (em termos de repercussão externa)  a primeira grande chamada de atenção do público em geral para o jazz em particular, enquanto linguagem musical com marcas específicas, que ajudou a definir como nenhum outro antes dele.

 

Mais ainda, Satchmo foi inegavelmente o primeiro a atribuir ao solo jazzístico improvisado  – enquanto processo mais ou menos expontâneo de fazer evoluir as variações sobre um dado tema –  uma identidade própria, individualizando-o a partir do colectivo como verdadeira invenção musical e não meros floreados à volta de uma melodia.

 

Não menos irrelevante, a institucionalização do scat como dispositivo de improvisação no jazz cantado e o modo expressivo como Armstrong transformou a voz numa extensão do jogo instrumental, colocam-no na primeira fila dos grandes cantores de jazz.

 

Finalmente, fica a dever-se ao trompetista e à sua especial forma de ataque, articulação e fraseado, acentuação sincopada e vibrato  (ou sua ausência)  a definição prática de um conceito sempre impossível de traduzir por palavras  – o swing –  mas que, pela primeira vez, assim ficou explícito na sua linguagem instrumental.

 

Por isso Potato Head Blues, Heebie Jeebies, Struttin’ With Some Barbecue, Potato Head Blues, Cornet Chop Suey, Weather Bird, I Can’t Give You Anything But Love ou West End Blues se perfilam ainda hoje como obras de referência, quando não verdadeiras obras-primas, em toda a história do jazz.

 


 

 

A personalidade multiforme, a prodigiosa arte instrumental e uma inesgotável capacidade criativa, tornam Atmstrong o primeiro e indiscutível vulto genial da história do jazz.

 


Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 19:01
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Dave Douglas: Live Video At NPR Music, 3 p.m. ET Today

 

...ou seja, se não me enganei, daqui a mais ou menos meia hora, às 20 horas (GMT e Lisboa) de hoje, 22.06.08...

 

(aqui vai a notícia, tal como a recebi, há momentos!)

Sometimes, when our favorite bands and musicians come to town, we at NPR Music like to invite them up to our office to play a little for us.  Like, literally, our office.  It's called a Tiny Desk Concert, and today, we welcome trumpeter, composer and ABS guest-writer Dave Douglas and Brass Ecstasy to the 5th Floor of NPR Headquarters in Washington, D.C.  Watch and hear a live stream of the performance, starting around 3 p.m. ET.

Usually, we reserve this sort of thing for spare, quiet singer-songwriters, or other types of acts that wouldn't necessarily intrude into an office filled with busy journalists. But Brass Ecstasy is a -- well, it's an ecstatic brass band. Along with Dave, there's Luis Bonilla on trombone, Vincent Chancey on French horn, Marcus Rojas on tuba and Nasheet Waits on drums. Take that, productivity!

Anyway, we're expecting some slightly-stripped down arrangements of tunes from the band's new album, Spirit Moves. We're hoping to hear a mix of pop covers -- this group takes on Hank Williams, Rufus Wainwright and Otis Redding on the record -- and a few of Dave's creatively-arranged originals. Brass band tradition; 21st Century ambition. Fun times all around.

We hope you can join us for NPR Music's first-ever jazz concert at the Tiny Desk. And if you miss it -- it is in the middle of the workday, after all -- we record these with an expensive microphone and cute little HD cameras (plural) and wrap it all into a video performance within a few weeks. So check back for the archive later, or subscribe to the Live Concerts From All Songs Considered podcast to get it delivered right to your hard drive.

--Patrick Jarenwattananon

 

Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 19:11
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Domingo, 14 de Junho de 2009

Na peugada de Vandermark...

(in DNMais, antigo suplemento do Diário de Notícias, 25.11.00)



A exemplo do que já acontecera por motivo das actuações de Ellery Eskelin no último Jazz em Agosto [2000], também agora, a propósito do concerto realizado no recente Guimarães-Jazz 2000 pelo grupo de Ken Vandermark, me pareceu mais adequado contornar os naturais limites de uma recensão crítica para o corpo do DN diário e deixar para o generoso espaço do DNmais uma análise mais profunda da música que o Vandermark 5 proporcionou aos que tiveram a fortuna de estar presentes na noite de 16 de Novembro no magnífico Auditório da Universidade do Minho.

Tanto mais que esta actuação  - a par das do quarteto de Steve Lacy-Roswell Rudd e do decateto de David Binney -  passou a inscrever-se na linha daquelas manifestações musicais que, no espaço de nove anos, melhor terão correspondido ao prestígio e às apostas de novidade deste festival.

 



Em primeiro lugar, o concerto de Vandermark e seus companheiros veio mais uma vez comprovar como é bem mais importante  (quando possível)  julgar a obra de tal ou tal músico pela sua audição ao vivo do que pelo seu registo em disco.  E, no caso particular do saxofonista-clarinetista, a circunstância de ser esta a terceira situação musical em que os ouvidos do crítico são estimulados pela sua multifacetada personalidade criativa  - após dois concertos de características totalmente diversas no já referido Jazz em Agosto deste ano -  torna porventura muito mais justa e abrangente uma visão analítica da personalidade artística em estudo.

Diga-se, para já, que é mais de «revelação» do que de «reconhecimento» que devemos falar, a propósito das vias criativas que podem descobrir-se em Ken Vandermark.  Neste caso, mais próximo do despojamento de artifícios que tanto  (me)  impressionou no recital do duo Vandermark-Morris na Sala Polivalente do CAM/Acarte do que das alusões à tradição free expressas de forma bem mais radical no concerto realizado no Auditório ao Ar Livre com os suecos do AALY Trio -  talvez possa afirmar-se que o projecto Burn The Incline (em grande parte extraído do álbum do mesmo nome publicado este ano  [2000]  pelo Vandermark 5)  se situa, no plano conceptual, numa posição intermédia, como que fazendo ponte entre aquelas duas diferentes posturas musicais.

Na realidade, pode detectar-se neste projecto como que uma reavaliação sempre projectada para o futuro de certas características matriciais recenseadas em vários jazzes ao longo dos tempos e, mesmo, de certas expressões da música popular urbana que, explícita ou implicitamente, se intrometeram ou confluíram nas suas trajectórias  - sejam certas referências cool ou West Coast, na linha de um Jimmy Giuffre ou aparentados, sejam determinadas apropriações mais batidas da soul music ou do rock (quando não da música para o filme-negro),  sejam ainda as múltiplas influências de profetas das vanguardas como Charlie Mingus ou Eric Dolphy e dos militantes do período free-jazz, de Cecil Taylor a Albert Ayler, bem como da música improvisada de raiz europeia.

Porquê, então, a  (para mim)  clara exclusão de uma linhagem bop na música de Vandermark?  Talvez porque, mesmo numa situação musical declaradamente tonal e num simulacro de improvisações baseadas no velho esquema tema-variações  - levado até às últimas consequências por Charlie Parker e seus contemporâneos e expresso de forma inteiramente diversa e inovadora em Burn The Incline -,  o habitual «espartilho» de uma estrutura formal baseada numa precisa e ciclicamente repetida grelha de acordes é substituído por  (ou transformado em)  um muito mais amplo e livre Ersatz de modulações intuitivas e de arranjos aparentemente instantâneos, mesmo quando servindo composições escritas, de elevado rigor e complexidade.

Mas talvez que a prova mais concludente da modernidade do Vandermark 5 se possa descobrir, entretanto, numa das características mais interessantes e invulgares suscitadas pela fruição em directo da sua música:  a constante capacidade de desarmar o ouvinte  (mesmo o iniciado)  em relação ao «efeito de reconhecimento».  Ou seja, sempre que Vandermark e seus companheiros decidem evocar certos traços do passado no jazz, fazem-no muito mais a partir de uma ideia sempre transformadora, quase por sistema recusando qualquer concessão em termos de identificação com a nossa própria memória auditiva.  Por tudo isto, o registo em CD do projecto Burn The Incline é claramente merecedor da nota mais elevada nesta recensão discográfica que hoje aqui surge na sequência do fabuloso concerto de Guimarães.

Outras achegas oportunas

Se, a propósito do Vandermark 5, é indispensável mencionar também, como protagonistas altamente influentes, dois dos músicos mais criativos que há muito militam nas suas fileiras  - Jeb Bishop (trombone e, na gravação em CD, também guitarra),  a par de Dave Rampis (sax-alto e tenor) -,  importante é também sublinhar o decisivo contributo que os dois restantes membros daquele quinteto  (o contrabaixista Kent Kessler e o baterista Tim Mulvenna)   igualmente trazem a um outro projecto de Ken Vandermark, este para a formação de quarteto que ainda inclui o pianista Kim Baker.

É esta, de facto, a grande novidade do grupo Steam que em 96 gravou o álbum Real Time (hoje menos conhecido, talvez porque originalmente publicado em edição de autor),  agora reeditado com o selo da independente Atavistic.

Na realidade, são raríssimas as oportunidades de ouvir Ken Vandermark em disco com a colaboração de um pianista.  E os próprios traços individuais da estética de Kim Baker - um fraseado livremente inspirado pela articulação do bebop mas sempre flanqueando qualquer reprodução textual dos processos improvisacionais dos anos 40 e seguintes, pelo uso frequente das transgressões aleatórias no plano melódico e harmónico -  contribuem para a surpresa e novidade deste álbum.

Como sempre recheado de temas dedicados a outros músicos conhecidos  - entre os quais Dexter Gordon, Herbie Nichols, Booker Ervin ou Jimmy LyonsReal Time vagueia entre o compromisso tradição-vanguarda de Non-Confirmation e o radicalismo libertário de Explosive Motor, para nos deixar suspensos entre essa balada quase convencional que é A Memory of no Toughts, o swing de Tellefero ou a invocação da música improvisada de raiz europeia em Correlativ Amnesia.

Finalmente, Spaceways Incorporated - um trio formado com Hamid Drake  (bateria)  e Nate McBride (contrabaixo, baixo eléctrico) -  deixa-nos ouvir em Thirteen Cosmic Standards um dos projectos mais recentes de Ken Vandermark:  a evocação da música de dois excêntricos visionários, Sun Ra e sua Arkestra e George Clinton e seus Funkadelic, mais restante pessoal do P-Funk.

Começando pé-ante-pé com a balada Tapestry From an Asteroid, é de imediato o contraste com a violenta batida funk da medley Alice in my Fantasies / Cosmic Slop que estabelece, mais uma vez, a dualidade estética que, de uma outra forma, também fica a marcar este álbum de Ken Vandermark:  o extremado radicalismo da memória de Sun Ra e o drive poderoso das batidas evocativas dos Funkadelic.

Diga-se entretanto, em bom rigor, que apesar da impetuosa cumplicidade de Drake e McBride, permanentemente revolvendo os tempos e os modos sob as enérgicas deambulações de Vandermark, nem sempre a coesão e a homogeneidade são a tónica mais frequente nos encontros  (e desencontros)  entre os três músicos.

 


Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 16:22
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Sábado, 13 de Junho de 2009

Ao vivo, no Village Vanguard...

 

 

 

Continuando a chamar a atenção para algumas actuações ao vivo que se podem descobrir na Net, aqui têm a possibilidade de ouvir os dois sets gravados no Village Vanguard  (Nova Iorque)  pela WBGO, estação afiliada do serviço público de radiodifusão norte-americano (NPR), na passada quarta-feira 10.

No estrado privilegiado do Vanguard estará o quinteto do excelente saxofonista-tenor Bill McHenry, com Duane Eubanks (trompete), Andrew D' Angelo (sax-alto e clarinete-baixo), Ben Street (contrabaixo) e Paul Motian (bateria).

E serão tocadas as seguintes peças, na sua esmagadora maioria compostas pelo próprio McHenry:  1) Blues in A;  2) Violetta;  3) The Meaning of the Blues;  4) Lines;  5) Guess I'll Hang My Tears Out to Dry;  6) A21X27100;  e 7) Thrush, relativas ao primeiro set.  Quanto ao segundo set, ele será constituído por:  1) Chromatic Scale in A;  2) My Melancholy Baby;  3) Norman;  4) Study #1;  5) Lyrical in C / La Cama;  6) Other Birds;  e novamente 7) Thrush.  

Se quiser usufruir da totalidade da música tocada nessa noite pode ouvir aqui os dois sets em stream audio.  Se, por outro lado, quiser fazer a descarga dos dois sets, em MP3, para ouvir mais tarde, pode seguir o mesmo link.

 

Actualização  (19.06.09):

 

Se não se importar da imagem péssima, gravada com uma única câmara  (à mão!) pode ver a seguir um video-clip  (mais uma hora de música!)  do 2º. set da actuação do grupo, em 11.06.09.

 

 

Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 15:07
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Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Um Toque de Jazz em Junho

 

 

A dominar este novo ciclo de grandes actuações internacionais que, mais uma vez, regressam a Um Toque de Jazz em Junho, estará um concerto realizado no quadro da edição do ano passado do festival Banlieues Bleues  (em Montreuil-sous-Bois, França)  pelo octeto  (melhor dizendo: duplo quarteto)  dos trompetistas Dave Douglas e Roy Campbell que, entre outros, terá a colaboração de nomes históricos do free jazz, como Henry Grimes  (contrabaixo)  e Andrew Cyrille  (bateria).  Será tocada uma versão contemporânea de uma peça-chave na discografia de mestre Don CherrySymphony for Improvisers.  A completar as duas partes em que esse concerto se dividirá, será ouvida a suite Complete Communion  (com o próprio Don Cherry, Gato Barbieri, Karl Berger, Bo Stief e Aldo Romano), numa reedição em CD pela ESP-Disk da gravação realizada em 3 de Março de 1966 no Clube Montmartre  (Copenhaga).

O mês encerrará com um outro concerto especial de homenagem à grande Ella Fitzgerald  – We All Love Ella –  que terá em palco várias cantoras acompanhadas pela BBC Concert Orchestra, no Festival de Jazz de Londres.  Mas outras presenças de vulto nesta série de concertos internacionais serão a do pianista francês Martial Solal, num recital a solo comemorativo do seu 80º. aniversário e, ainda, a do quarteto do trombonista norte-americano Ray Anderson.

Um Toque de Jazz é transmitido aos domingos, das 23:05 às 24:00, na Antena 2, podendo ser ouvido em FM ou ainda aqui, via webcast.  Após a sua transmissão, os programas passam a estar disponíveis, também via Internet, na página de arquivos multimédia da Antena 2.


Domingo, 07.06.09Concertos Internacionais (1) - “Symphony for Improvisers” (Don Cherry, 1936-1995).  Versão contemporânea pelo duplo-quarteto de Dave Douglas e Roy Campbell (trompetes) com J.D.Allen e Mixashawn (sax-tenores), Henry Grimes e Hilliard Green (contrabaixos) e Andrew Cyrille e Hamid Drake (baterias) no Festival Banlieues Bleues (França) em 24.08.08).  1ª. Parte.  Gravação Eurorádio.

Domingo, 14.06.09Concertos Internacionais (2) - “Symphony for Improvisers” (Don Cherry, 1936-1995). Versão contemporânea pelo duplo-quarteto de Dave Douglas e Roy Campbell (trompetes) com J.D.Allen e Mixashawn (sax-tenores), Henry Grimes e Hilliard Green (contrabaixos) e Andrew Cyrille e Hamid Drake (baterias) no Festival Banlieues Bleues (França) em 24.08.08).  2ª. Parte.  Gravação Eurorádio

Ainda: a suite "Complete Communion" gravada ao vivo no Cafe Montmartre (Copenhaga) em 1966 pelo quinteto do próprio Don Cherry (corneta), Gato Barbieri (sax-tenor), Karl Berger (vibrafone), Bo Stief (contrabaixo) e Aldo Romano (bateria) em 3 de Março de 1966 (Reed. ESP-Disk).

Domingo, 21.06.09Concertos Internacionais (3) – Recital a solo de Martial Solal (piano) por ocasião do seu 80º. Aniversário, em 16.09.07, durante o Festival Présences 2007-2008;  Concerto pelo Quinteto de Ray Anderson (trombone), com Lew Soloff (trompete), Lonnie Plaxico (baixo) e Bobby Previte (bateria) nos estúdios Rolf Liebermann (Hamburgo) em 05.06.08. Gravação Eurorádio.

 

 

 

Domingo, 28.06.09Concertos Internacionais (4) – “We All Love Ella” – Concerto de homenagem a Ella Fitzgerald, com os cantores Ian Shaw, Claire Martin, David McAlmont, Lizz Wright, Terri Walker, Lea De Laria e Juliet Roberts e a Concert Band da BBC, realizado em 16.11.08 durante o Festival de Jazz de Londres. Gravação Eurorádio.
 

 

 

 

 


 

Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 15:55
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